Posso parecer louco mas não sou!18 de Julho de 2006 por Nic Szeremeta |
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Prosseguimos a nossa série de artigos sobre as variadas formas de Omaha, destinada a todos aqueles que querem experimentar algo para além do No Limit Hold´em. Posso Parecer Louco Mas Não Sou! Houve cinco anos, entre 1992 e 1997, em que eu era jogador de Limit Omaha. Costumava fazê-lo algumas semanas por ano, sempre que visitava Las Vegas para participar nas WSOP ou para ir ao Binion’s Horseshoe Casino. A razão porque usei a expressão “era jogador” é porque não tenho querido regressar aos EUA nesta última (mais de uma) Década e na Europa não consigo encontrar um jogo que valha a pena jogar (nem mesmo na Internet). Costumava haver 4 ou 5 mesas no Binion’s, com limites entre $10/$20 e $20/$40, e eram permitidos 4 raises (ou seja, 5 apostas), mais uma do que era normalmente permitido nessa altura. Essa aposta extra fazia toda a diferença. As mesas estavam quase sempre cheias, normalmente até tinham lista de espera, e eram normalmente compostas da seguinte forma: um par de profissionais da terra, 2 ou 3 “old-timers” que jogavam como rochedos, e turistas que estavam em Vegas pelos torneios e que não conseguiam bater os jogos de Hold’em, pelo que vinham até ali tentar recuperar o seu dinheiro. De vez em quando, havia uma senhora que era escoltada até à mesa pelo marido/namorado, que lhe passava $500 enquanto dizia: “Joga isto, eu vou ali para aquele jogo de Lowball de $5.000.” Eu assistia ao que Eskimo fazia, e via como ele ganhava grandes potes, enquanto conversava com Clyde, um indivíduo deveras interessante (foi a sua empresa que construiu a montanha-russa no topo da torre do Stratosphere; uma noite, pouco depois da conclusão das obras, ele foi chamado da mesa porque um dos carros tinha caído da montanha-russa e tinha acabado no telhado do restaurante do piso inferior – mas essa é uma outra história). A sua estratégia de jogo era baseada em explorar situações, em vez de se basear em jogar as mãos “correctas.” Exigia no entanto duas condições obrigatórias: Para entrar num pote potencialmente gigantesco, ajuda ter algum tipo de mão inicial razoável, mas não é essencial. Cartas que compreendam um Ás suited serão muitas vezes suficientes. Se estiverem 6 ou 7 jogadores num pote, cartas baixas, incluindo pares baixos e possibilidades de sequências baixas, são também merecedoras de ver um flop. A estratégia básica é fazer re-raise se já estiverem bastantes jogadores em jogo, digamos 5 ou 6, mesmo que já tenham pago um raise inicial ou mesmo um re-raise. Se alguém já colocou 3 apostas pré-flop, não vai ser por pagarem mais uma que vão abandonar a jogada. Por exemplo, poderá haver 7 jogadores num pote, em que cada um já pagou 4 apostas no pré-flop, para um total de $280. Se a board for favorável, digamos que apanhámos um nut flush draw, estaremos a receber 28 para 1 para uma possibilidade de concretizar o nosso projecto de 4 para 1. São Odds boas o suficiente mesmo para enfrentar um raise. A menos que esteja um Par à vista e que haja possibilidades de um Full House, é rentável pagar $10 para tentar concretizar o nosso draw. Por vezes, depois de uma primeira ronda de apostas frenética, poderemos chegar a ver a carta do turn de borla. E se tivermos falhado completamente o flop, teremos um “easy pass” pela frente. O único problema é que tudo isto acabou de nos custar $40, e é por isso que precisamos de uma grande stack. O lado positivo é que quando conseguimos realmente ganhar um pote, este vai ser um pote bem grande – porque nós não jogamos para potes pequenos! |

